VIDEO GAME: THE MOVIE

Por | 18/08/2014 | Sem Comentários

Meu primeiro vídeo game foi um Atari, daquele que o controle era parecido com o manche de helicóptero com dois botões que faziam de tudo, diferente do que se vê atualmente em que até os direcionais se transformaram em botões. Ainda continuo jogando e não pretendo parar tão cedo, por isso resolvi passar adiante essa produção que muitas pessoas se identificarão em algum momento.

Esse documentário mostra a evolução do vídeo game seja dos jogos, consoles, sua história, as mudanças causadas na sociedade e outros fatores que fazem parte desse mundo que hoje em dia já supera financeiramente o cenário da música e do cinema.

De início é abordada a questão de quem seria o “pai do vídeo game”, entre as respostas aparecem os nomes de Nolan Bushnell (fundador da Atari), Ralph Baer (desenvolvedor da primeira ideia de um console de vídeo game doméstico, o Magnavox Odyssey), Steve Russell (produtor de um dos primeiros jogos eletrônicos de computador – Spacewar) e Shigeru Miyamoto (designer e produtor conhecido pela criação de algumas das mais bem-sucedidas franquias de jogos como Mario, Donkey Kong, The Legend of Zelda, etc).

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Nolan Bushnell

No começo dos anos 70, a Atari lançou seu primeiro jogo chamado “Pong” (ponggame.org) que consistia em uma partida de tênis eletrônico, no qual os jogadores batiam em uma bola quadrada de um lado para o outro utilizando retângulos. Em 1977 começou a perder popularidade com a chegada dos vídeo games baseados em cartuchos. É quase impossível alguém não ter jogado ou visto alguma versão desse jogo nem que seja pela TV.

Na década de 1980, escalas enormes de jogos foram criados, porém ocorreu uma queda na qualidade e inovação o que fez cair drasticamente as vendas, e com os prejuízos causados, a Atari acabou vendendo parte das ações para a Warner. Com o sucesso do filme E.T. tentaram produzir um jogo homônimo, mas novamente não obtiveram êxito. As coisas só voltaram ao caminho do sucesso quando um encanador chamado Mario vestindo um macacão foi o protagonista do jogo Super Mario Bros, inspirando inúmeras imitações e fixando o estilo de jogos de plataforma, até hoje sendo uma das franquias que mais faturou/fatura.

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Daí pra frente a narrativa segue os anos mostrando a evolução dos consoles, de 8 até 128 bits, passando  Sega Genesis, Super Nintendo, PS1, Nintendo 64, Dreamcast, PS2, XBOX, Gamecube, XBOX 360, Wii, PS3, Wii U, PS4, XBOX ONE, etc. Não necessariamente nessa ordem e provavelmente esqueci de mencionar alguns dos comentados.

O interessante é perceber que no começo os jogos eram feitos para se jogar em família, todos reunidos em frente a TV. Pelo menos era o apelo usado nos comerciais, e mais recentemente é possível ver a mesma tentativa com Kinect, o Movie ou o próprio Wii.

Também são abordadas questões sociais de como o video game influência na educação, o quanto influência alguém a cometer um ato hostil ou adquirir conhecimento e rápido raciocínio, até chegar nos dias atuais em que já é considerado um esporte chamado de e-sport.

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Uma extensa pesquisa foi feita demonstrando diversos “efeitos” que os jogos tiveram na sociedade, seja em porcentagem divididas por faixas etária, jogadores online e off, aumento de produções, carga horária jogadas por dia, semana e mês e por aí vai, mas o que mais supreende é o aumento de mulheres o que pessoalmente considero muito válido já que por muito tempo foi visto como algo só para homens.

Algumas pessoas que foram citadas nesse texto aparecem durante todo o documentário dando testemunhos, entre eles, produtores, empreendedores, designers e até atores falando sobre suas infâncias e experiências como consumidores.

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O intuito desse documentário não é causar um debate idiota do tipo qual console é melhor (Sony ou Microsoft?) ou te convencer de algo, e sim mostrar a evolução, seu impacto na sociedade e também apresentar um pouco da história e origem para nova geração, mas sempre de maneira imparcial.

Jeremy Snead assina a direção, roteiro e produção.