UDC#07 – Amante Eterno (IAN vol2)

Por | 19/02/2014 | Sem Comentários

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Sim, é isso mesmo, o segundo volume da Irmandade da Adaga Negra é nosso tema de confabulações desta Dose. Sim, eu sei que já houve um texto sobre Amante Sombrio em literatura, mas esse arremedo de sequência não seria tão bem explanado se não fosse no meu cafofo etílico.

Explico: Amante Eterno é o pior volume desta série (sim, pior até que Amante Libertada – blarg!) por inúmeros motivos, deixe-me divertir apontando-os.

Em primeiro lugar tem a história mais melodramática com a heroína/musa inspiradora/ui mais entediante deste universo, tanto que a coitada nem volta a aparecer direito depois.

Segundo: Rhage – o herói – é extremamente sem sal, o tempero vêm da besta – o monstro que ele carrega dentro dele e que raramente aparece, a não ser pelo brilinho nos olhos. Também vem do sexo e da pouca violência que a Irmandade enfrenta neste tomo. Quem quer saber de um lutador tão bonito que o chamam de Hollywood? Tipo Brad Pitt de couro dando voadoras? Não cola. Ainda que ele tenha as melhores tiradas de humor (realmente dou risada), este personagem melhor administrado quando quase não aparece – alívio cômico mesmo.

Terceiro: religião, doença, drama da mulher infértil, tudo isso tem aqui com um laço de fita que é o final mal-acabado.

Bem, bem, bem. O que de bom tem nisso então? Achei que era óbvio: sexo. Muita tensão sexual prévia de atos sexuais interessantes. Afinal, Rhage é amaldiçoado ao estilo de O Médico e O Monstro, nas costas ele tem um monstro tatuado que fica internalizado até o momento em que emoções violentas trazem a transformação à tona. Ui. Que nem o Hulk, só que ele vira tipo um dinossauro que cospe fogo. Não, não um dragão – e repetiria isso mesmo se a própria autora afirmasse o contrário.

Além de uma intrigante história paralela com os senhores X e O, membros fascinantes da Sociedade Redutora (os vilões, no caso). Ninguém na Sociedade tem nome, já que perdem a identidade no momento em que são transformados, restando apenas uma inicial para identificação.

A politicagem interna cheia de sacanagens e reviravoltas é bem legal. Todo mundo é filho da puta na Sociedade Redutora. Obrigada, de nada.

Tem também uma introdução bem quente para o próximo volume trazendo a tona os diversos probleminhas de Zsadist e sua Bella (é isso, de Bela e a Fera mesmo). Esse sim é o começo da levada interessante de IAN, em minha opinião.

Mas, para quem está procurando uma fantasia caprichosa, Amante Eterno (odeio esses títulos cafonas) é sua pedida.