UDC #11 – Vibrator Company

Por | 26/03/2014 | Sem Comentários

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Sejam bem vindos a mais Uma Dose de Conhaque! 

Trago o delirante Vibrator Company de Sakurai Shushushu, um smut yaoi publicado em 2001 na Magazine Magazine (da Sun Publishing Corporation, que edita basicamente hentai e BL).

Nesta preciosidade não temos um traço muito bom tenho que dizer, na verdade é bem ruinzinho mesmo. Porém não desanimem, por que o que perdemos em técnica ganhamos em imaginação e humor, podem acreditar!

O mangá começa com dois capítulos independentes em história e personagens: O primeiro narra a história de dois amigos de infância e o segundo de um jovem que decide treinar seu corpo depois de sua perna quebrar inesperadamente.

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Ken-chan e Mako-chan

No primeiro capítulo Ken-chan e Mako-chan se conhecem desde crianças, só que o primeiro havia mudado de cidade apenas retornando para os feriados de final de ano. Durante o ano novo Ken convida Mako (nome inteiro Iwamoto Makoto) para passar a noite em sua companhia na casa de banhos que sua família dirige. E eles passam a virada do ano nus dentro da casa de banhos, até comem a ceia pelados mesmo, já que foram deixados sozinhos. Tudo isso antes de chegar a tradicional “hora do sexo do ano novo” que a vó de Ken-chan disse trazer sorte, de modo que se transarem não fiquem resfriados pelo resto do ano.

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Yuu e de costas Suguru

Durante a segunda história conhecemos Yuu Kobayashi, que querendo ajudar a garota que gostava da escola oferece levá-la de cavalinho depois de a mesma ter torcido o pé, porém com o peso da garota o próprio Yuu quebra a perna por não ter condicionamento físico (ou pela mina ser realmente pesada, não sabemos). Este fracote então segue para um curso intensivo de verão para condicionamento físico que tem como responsável o personal trainer Suguru Kawabe, um cara linha dura que irá ensinar a seu aluno a inovadora técnica que chama de “jisuo” em que seu pênis consegue levantar 120 kg.

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personagens

Mas o carro forte de Vibrator Company é justamente a terceira parte, o arco de histórias Under the House of the Huge Vibrator em que Harumi Fujishima está a um ano trabalhando na empresa Takarara Corp. tendo como senpai e amante Tatsuya Okazaki. O papel deles abrange desde a criação de produtos como “baixezas” de espionagem industrial e sabotagem.

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O produto é meio óbvio: vibradores como diz o título. Só que mais do que isso existem também consolos dos mais diversos formatos, materiais e tecnologias, todos devidamente testados e comprovados por Okazaki e Fujishima antes de serem lançados no mercado.

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Under the House… possui três histórias, sendo que a primeira acrescenta-se no time da Takarara Corp. Keiichi Nitta, um amigo de infância de Okazaki; Na segunda e mais divertida os três vão em busca do renomado Puppet Master que conhece o segredo da fabricação de consolos tradicionais de madeira do Japão com o intento de unir tecnologia com tradição; e o terceiro e último em que somos apresentados ao empresário concorrente Glowy Matsushita, que com sua herança italiana de “voz profunda e gestos cavalheirescos” deixa Fujishima todo “aberto”.

Mais do que hot esse mangá é um sarro, não foi feito para ser levado a sério de jeito nenhum. Ainda que algumas vezes dê sinais de alguma profundidade este logo se perde no roteiro nonsense e explícito, que foi muito bem sacado. Existem sabres de luz que são consolos, vibradores que choram, inclusive houve uma troca de “talismãs vibradores” entre Fujishima e Okazaki em que cada um deu para o outro um consolo com o formato exato de seu pênis. Este além de sua óbvia função, serve como um tipo de celular (em que fazem vibrar quando precisam de ajuda) assim como conseguem “sentir” pela vibração do mesmo se seus donos estão felizes ou tristes. Japoneses cara.

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Inovação

Fora o teste máximo do Puppet Master que acaba abrindo o portão dos céus, ou ainda a “super gozada” provocada pelo vibrador de duas cabeças RT Max21 que se assemelha a um golpe de tokusatsus.

Resumindo é um mangá idiota que mesmo assim te faz rir e ficar quente. Fast-food perfeito… Nham!