UDC #09 – Eclosion

Por | 07/03/2014 | Sem Comentários

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Sim, sejam bem vindos a mais Uma Dose de Conhaque! Estamos um pouco de ressaca do carnaval, mas felizmente já chegou outro final de semana!

Como estou com preguiça e sem tempo de ler livros de banca volto aos mangás, desta vez com um Bara bizonho e por isso estupendo de Gengoroh Tagame .

Eclosion é uma oneshot de vinte e poucas páginas em que o experiente mangaká Tagame-sama nos brinda com uma linda qualidade visual de inúmeros fetiches relacionados ao BDSM (acrônimo para Bondage (amarração, imobilização), Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) tema que é recorrente em seus trabalhos.

Tudo começa com a identificação do nosso protagonista chamado de Larva nº 1612, ele é um estuprador que já foi condenado três vezes e é tido como “sem recuperação” para a sociedade, desta forma é enviado a um novo centro de “adaptação” de criminosos o Centro de Eclosão que intitula a obra.

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Como se trata de um criminoso badass apenas imaginem, por favor, as maravilhas que nº1612 encontra dentro deste lugar para que seja devidamente “quebrado” e “reprogramado” para a sociedade… Isso começa no encontro com seu Breeder (criador/reprodutor em inglês) que supervisionará sua adaptação.

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Breeder do larva nº1612

Dentro do programa cada fetiche é testado na Larva – que são os recém-chegados – até que finalmente identificam-se quais são os que têm potencial de “desconstruí-lo”, ou seja, os fetiches que a Larva gosta ao ponto de ser escravizado e reprogramado como escravo sexual. Entre eles temos obviamente masoquismo além de “castração” (que vicia a larva em penetração anal), fetiche por urina e esperma, entre outras.

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Esse mangá tem um traço perfeito dentro da predileção do autor por personagens com características chamadas Bear (Ursos em inglês que classifica uma comunidade gay que se identifica também através de tipos físicos brutos com corpo peludo e barba).

Gengoroh Tagame é um mangaká importante dentro do Bara no Japão tendo sido publicado pela primeira vez em 1982 e ajudando a construir este tipo de mídia, ainda que alguns critiquem seu trabalho por não terem profundidade dentro das histórias. Foi publicado parcamente em outros países, sendo mais popular na França e Estados Unidos.

O último quadro desta história é de uma beleza visual poética marcante. Indico fortemente para garotas que gostam da série 50 Tons de Cinza (háháháháhá – risada maquiavélica).

Até a próxima!