SUB

Por | 13/10/2015 | Sem Comentários

SUB é uma coletânea que foi gravada em 1982 e lançada no ano seguinte pelo Estúdios Vermelhos, primeiro selo do Redson, fundador e vocalista da banda Cólera. Ele também foi o idealizador desse petardo que até hoje é referência para o cenário punk e hardcore.

A princípio era para ser um álbum somente do Cólera, mas com um pensamento comunista, Redson decidiu chamar outras três bandas para participarem com algumas músicas. As bandas foram Ratos de Porão (ainda sem João Gordo no vocal), Psykóse e Fogo Cruzado, cada uma gravou seis faixas totalizando 24.

A primeira tiragem foi de 1000 cópias todas completamente vermelhas, porém o resultado final não ficou da cor que haviam desejado, a abertura da capa estava invertida e alguns nomes de músicas escritas diferentes. Tudo isso foi consertado numa segunda tiragem que além da cor vermelha contou com cópias verdes e pretas.

Essa foi a segunda coletânea registrada de bandas brasileiras desse gênero musical. O primeiro foi um álbum-compilação lançado em formato LP chamado Grito Suburbano, projeto que o Cólera também participou ao lado do Olho Seco e Inocentes.

Trinta anos se passaram e de lá pra cá já saíram novas edições, versões, integrantes, instrumentos, mas as mesmas notas. Ainda hoje as letras continuam a se encaixar perfeitamente em nosso cotidiano atual tornando a lembrar da obra atemporal que é.

Dito isso, sabendo do valor desse álbum o Centro Cultural Zapata realizou no ultimo dia 9 uma gig fudida em homenagem ao Sub com presenças da nata do punk nacional. O show abriu uma série de comemorações da reabertura da casa que completa um ano no dia 17.

O evento deu início com uma banda formada a partir da parceria do pessoal que administra o Zapata na bateria, guitarra e baixo acompanhado pelo dinossauro Ariel Invasor da banda Invasores de Cérebro no vocal e Wendel do Cólera. Eles tocaram as músicas do Psykóse.

Em seguida foi a vez do Cólera que tocou músicas que há anos não tocavam, mas nada que uma “colinha” no papel para ajudar a lembrar, sempre acompanhados pelo público presente que cresceram ouvindo o disco.

Fogo Cruzado que hoje em dia somente o baterista Munis ainda continua da formação inicial, veio quebrando com mais pancadas da coletânea como Punk Inglês, Inimizade e Terceira Guerra, etc. Periferia S/A, banda que é formada por Jão e outros membros antigos do Ratos de Porão encerrou com muito discurso político e punk dubom com músicas das duas bandas.

“Se o punk morreu, alguém pode me explicar que merda é essa aqui?” – Jão

Um dos melhores shows que fui nesse ano e que serviu para homenagear um ano de Zapata em sua guerrilha no cenário independente, um dos mais influentes disco punk e sem nostalgia (talvez um pouco sim), as bandas que ainda lutam diariamente para fazer aquilo que gostam questionando todas imposições a sociedade aos passos da contracultura e homenagear aquele que deu inicio a tudo isso com respeito merecido – Redson Pozzi (mês passado completou quatro anos que faleceu).

Para quem se interessar, esse mês ainda vai acontecer outros eventos de “aniversário” do Zapata, e logo mais também vai ter uma exposição de fotos de alguns shows com bandas independentes que ocorreram ao longo desses últimos 365 dias.

Centro Cultural Zapata

 14 pub

15 zap

Zapata + Ariel Invasor

13 psy

12 psy

09 pub pb

08 col

Cólera

10 col

04 fc

IMG_7843

05 fc

Fogo Cruzado

07 fc

02 sa

Periferia S/A

03 sa