Rayman Origins

Por | 16/01/2014 | Sem Comentários

Para início de conversa: Por que há pouquíssimos games para se jogar com três ou mais pessoas nos super consoles atuais? Não estou falando de jogos online, e sim de uma galera reunida na casa de alguém querendo se divertir. Será que é algo tão ultrapassado assim?

E convenhamos: os que estão por aí e que permitem esta opção geralmente não a utilizam de maneira interessante. Vamos lá! Imagine um maravilhoso RPG estilo Caverna do Dragão cheio de gráficos fudidos e desafios de quebrar a cabeça a fim de encontrar o papel de cada um e conseguir se avançar na história… Enfim, apenas divagando.

Dentro do meu universo paralelo Rayman Origins foi um jogo cativante. Bom, é o único estilo plataforma que fechei em toda a minha vida – excetuando-se Animaniacs que joguei com o emulador de Super Nintendo, mas eu trapaceei toda a hora. Pra falar a verdade só consegui finalizar por que não jogava sozinha e sim com o Pezão e o Fabrizio (ei, eu não tenho videogame, beleza?).

Filhote da franquia criada por Michel Ancel em 1995, Rayman Origins foi desenvolvido pela Ubisoft e teve como premissa resgatar a história original tanto para o público antigo quanto para os novos jogadores.

RO_Screenshot_NightForest

A arte é um barato, gostei bastante da brincadeira que fizeram ao manter o traço em 2D, ficou esteticamente marcante e bonito. As cores são fortes, os mundos muito bem detalhados e é impossível não ser remetido à infância por um jogo em duas dimensões tão bem caracterizado, um efeito fascinante no geral. De tal forma foi bem construído que o jogo ganhou alguns prêmios após seu lançamento.

A história leva Rayman, seu melhor amigo Globox e mais duas criaturas chamadas Teensies (se optarem por quatro jogadores) a avançarem pelos mundos com o objetivo de libertarem os fofos Electoons (bolinhas amarelas que cantam).

Vamos ganhando novas habilidades conforme avançamos no jogo (como a de flutuar) depois de resgatarmos umas fadinhas sexys, e se um de seus amigos é atingido ele vira uma bolha que fica flutuando em volta até alguém se dar ao trabalho de “salvá-lo (a)”, isso pode render boas risadas também. Claro que se todos virarem bolha, voltamos a jogar do último checkpoint.

Existem logicamente as telas escondidas e ganhamos pontos tanto com os Electoons resgatados, quanto com Lums (tipo moedinhas). Depois de conquistarmos certos níveis algumas telas se abrem com um contador de tempo e se estas forem finalizadas ganhamos um dente de bicho que pode ser trocado por novos avatares de personagens, assim como ter acesso a um mundo adicional: The Stars of the Livid Dead Tour.

Os monstros todos possuem suas particularidades de movimentação que se assemelham ao clássico Donkey Kong (que também já joguei em partes no emulador). Porém, apesar da arte colorida e os personagens comicamente cativantes, Rayman não é um jogo simples demais, possui na verdade até uma dificuldade interessante.

Algumas telas em particular repetimos pelo menos 10 vezes e, quando finalmente passávamos, eu já estava com a mão suando e tinham os gritos de guerra em comemoração.

Rayman origins2

O mapa do jogo também não é muito grande (nada como Mário) o que resulta em um sabor agridoce quando terminamos: queremos mais, mas ao mesmo tempo poderia ficar muito cansativo.

Os vilões são o máximo, sério, acho que dei tanta risada quanto xinguei os pobres coitados e conforme os derrotamos seguimos caminho para o encontro com o mini-lord do mal Magician que parecia ser nosso amigo e se mostra um traíra. De fato essa última tela é complicada…

Por fim fica a dica: Rayman é bonito, tem um nível de dificuldade interessante o suficiente para prender no jogo e é extremamente divertido se jogado em grupo. Eu brindo!