Primos Distantes

Por | 04/07/2014 | Sem Comentários

É um duo formado por Caio Costa (voz, guitarra e teclado) e Juliano Costa (voz e percussão), porém não são primos nem da mesma família e sim amigos desde a 5° série. A banda já existe há treze anos, mas só agora lançam o primeiro disco, homônimo.

O lançamento ocorreu nesta terça-feira na série Prata da Casa do Sesc Pompeia, e como de praxe teve entrada gratuita. Ao lado da dupla também esteve Renato Medeiros (baixo), Victor Chaves (bateria) e Thales Othón (guitarra) – todos simpáticos, elegantes e educados.

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A banda tocou as treze músicas do CD (talvez referência ao tempo de banda) começando com “Silêncio” já mostrando uma válida despretensão e boa sacada na letra assim como em “Idiota” e “Canastrão”. Ainda na linha cômica, “Conjuntivite” com a letra mais curta vem a ser a música com a pegada mais pesada entre todas, diferente de “Só Pra Você” que já tem um levada mais acústica e íntima. O humor que empregam não é nada sem valor fora do contexto, e sim algo bastante pessoal agregando a música.

A primeira faixa “Dragão” é uma sátira com a própria voz de Juliano que canta quase falado num tom além do grave (facilmente dublaria Smaug) dando um contraste quando acompanha Caio no vocal. Já em “Toda Noite” acontece uma justa homenagem a Arnaldo Baptista comentando sobre o disco Lóki.

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Renato Medeiros e Juliano Costa

O trabalho dos dois é infestado de referências, em sua maioria de ritmos e artistas nacionais, rock setentista, samba, brega misturado a outros ritmos latinos á base de percussão e arranjos diferentes e oriundos. Por algum motivo em alguns momentos me fez pensar em marchas de rua.

Juntos no palco, Primos Distantes se divertem e em nenhum momento se mostraram inseguros ou moleques que não sabem o que estão fazendo, talvez por já terem lançando algumas músicas em um EP ano passado já dominam com maestria. Parece que estão bem assessorados e sua apresentação funciona para públicos variados, pelo menos com os cinco integrantes.

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Victor Chaves

O álbum foi produzido por Rafael Castro, nos estúdios Apocalipse High Tech, esse também participou da faixa “Feio”. Andrício de Souza foi o responsável pelo encarte, arte-final e capa que é algo a parte que vale a pena ser destacado, e aparentemente parece ter ilustrado tudo com uma caneta esferográfica.

No geral as composições falam mais de situações entre amigos, até dos que falam mal ou daqueles chamados “fura-olho” como em “Urubu”, falam de si mesmo, do cotidiano e de vez e quando de carinho e amor.

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Rafael Castro e Caio Costa

Pra mim foi um show que fez da minha terça-feira uma sexta-feira, uma válida descoberta essa que considero uma banda originalmente brasileira. Depois de Uncle Jed, Primos Distantes.

Dá uma olhada no clipe da música Dragão e caso queiram saber mais é só entrar no link abaixo para ouvir ou baixar o CD. Também deixarei o link da programação com as próximas apresentações do projeto Prata da Casa.

Primos Distantes

Prata da Casa