O ESTRANGEIRO

Por | 14/03/2014 | Sem Comentários

Obra escrita pelo francês Albert Camus publicada em 1942, considerada por alguns “o primeiro romance clássico do pós-guerra” e conquistou o Prêmio Nobel de Literatura em 1957, três anos antes de morrer.

É narrado a história de Mersault, funcionário de um escritório na cidade de Argel. No início recebe um telegrama: “Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames.” Ela morava em um asilo em Marengo, a oitenta quilômetros de Argel, onde Marseult a colocou por não ter condições de cuidá-la.

Acaba indo ao enterro mesmo contra sua vontade, sabe que nada pode fazer para trazê-la de volta. Age de maneira indiferente só esperando a hora de voltar para casa causando suspeita aos presentes no loca. Não chora, não fica aliviado, só incomodado com tantas perguntas, olhares julgadores de velhos(as) e com o calor absurdo que o faz transpirar que nem porco.

Não que não amasse sua mãe, só não sentia mais nenhum vínculo depois que ela saira de casa.

No dia seguinte aceita se casar com uma ex colega de trabalho de nome Marie, ajuda seu vizinho Raymond atrair a amante para se vingar, vai passear na praia, arruma confusão e mais tarde o “acaso”, o leva a cometer um crime.

Daí pra frente a história foca em seu julgamento e na análise que Marseult faz da situação. Ele não tem noção do que fez nem do que está acontecendo a seu redor, não importa mais suas ações, seu destino já está “condenado”. Fica perdido em seu próprio julgamento sem saber mais quem é o réu por não ter quase chance de se pronunciar, ficando tudo na mão de seu advogado e do promotor – até parece um “estrangeiro” num país desconhecido.

É uma história de poucas páginas e que muitas vezes pode parecer simples, mas esconde uma profundidade dentro de questões morais, como se encarar a morte, a verdadeira liberdade e independente do que faça, a “vida” continuará.

Marseult toma suas decisões e respostas do dia a dia sem pensar muito no ontem ou amanhã, ele simplesmente age e fala de maneira sincera: “Sim”; “Não; “Tanto faz”. Mesmo nos momento críticos em que demonstra medo não se deixa levar por nenhuma crença ou promessa de uma paz de espírito, mas consegue se lembrar de alguns momentos que teve com sua mãe.

Apesar de uma inocência ligeiramente, foi seu modo de ser indiferente e vazio que me atraiu nesta história. Sobre o final eu já disse anteriormente, somente ele não percebe que seu destino já está traçado… Será? … Por isso queremos ver como irá terminar de verdade.