F.A. #05 – DEUS SÓ ATENDE AOS DOMINGOS

Por | 18/02/2014 | Sem Comentários

É um filme francês dirigido por Didier Le Pêcheur que começa com o suicídio do romancista Alessandro Battavia que bate de frente seu carro com um muro, assim como aconteceu com um de seus personagens. Após isso, uma motorista de táxi chamada Evangile e seu irmão Nord – amigos do escrito, começam a filosofar sobre a existência humana e de Deus, teorizam que fazem parte de algo já escrito pelo Criador e não tem como mudar a história.

Chegam à conclusão que precisam falar com o “Próprio” ou ter certeza que “Ele” receba a mensagem e para isso vão tentar este objetivo de algumas maneiras – convencer uma garota suicida que está prestes a se jogar de uma ponte à levar um recado, pouco se importando em fazê-la mudar de opinião quanto ao suicídio. Também tentam pedir para que um padre converse diretamente com o Senhor através de sua fé e blá blá blá (eles tentam essa maneira mesmo não acreditando).

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Esse mesmo padre depois acaba fazendo sexo para alcançar outra esfera espiritual e entrar em contato com Buda através do ato tântrico, mas um padre que pela primeira vez prática o coito não dura muito tempo. A “cobaia” é para tal epxeriência é com uma policial que eles sequestram quando invadem uma delegacia, mas o sexo acontece de forma consensual, essa é uma das aventuras pelas quais passam durante a estrada em busca do Salvador

Após algumas frustrações e com o taxi mais cheio, eles continuam na estrada em busca de um jeito para conversar com Deus até encontrarem um médium que diz ser capaz de tornar isso possível. Não vou comentar se de fato isso acontece para não estragar tal surpresa.

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O que me agradou no filme foram as piadas caricatas em situações que são conhecidas só em teorias sendo colocadas na prática por pessoas céticas, as situações em que os personagens são expostos tendo suas convicções facilmente mudadas ou aumentando suas dúvidas.

Poderia ter sido melhor equilibrado os gêneros, algo que fez o andamento do roteiro se perder  de vez em quando, sem contar o exagero filosófico sem necessidade. As atuações é algo que também não teve um cuidado grande, beirando ao burlesco forçando mais do que o se pede na cena.

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Resumindo é um filme com uma válida premissa, uma aventura que desafia a existência, o destino, as teorias e Deus – O Criador…Ou melhor O Escritor. No final ele fecha um ciclo desencadeado no início, mas como um ciclo ele tende a ocorrer novamente.