UDC#06 – Dog Style

Por | 13/02/2014 | Sem Comentários

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Bem Vindos!

Nesta dose semanal trago algo com uma qualidade de enredo um pouco mais profunda do que seus predecessores, simplesmente por que era este tipo de coisa que eu procurava… Mas ainda sim extremamente hot, claro.

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Capa horrível do primeiro volume (do segundo é pior ainda)

Novamente uma peça yaoi (haters podem sempre tentar a experiência) que me chamou a atenção mais pelo título do que pelo traço pelo menos a princípio, já que a capa é horrorosa. No entanto no interior encontrei um tipo de desenho bastante interessante, que puxa muito mais para o shonen (com expressões cômicas bastante características) de forma simples, com ângulos inesperados e sem aquela quantidade de flores e cabelos ao vento que normalmente aparecem neste gênero.

 

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Miki (esquerda) e Teru (direita)

Esta diferença provém da mangaká responsável pela obra, Modoru Motoni que é reconhecida pela sua escrita particular em que nem tudo necessita de uma explicação ou sentido dentro da história (meio aleatória mesmo), ainda que exatamente isso seja o interessante de acompanhar – para o bem e para o mal.

A idéia de Dog Style veio de um projeto antigo da autora em conjunto de outro mangaká Miyaho Oda quando ainda estavam no ensino médio e, com a permissão deste, ela decidiu aprimorar e publicar sua nova visão, que acabaram por preencher três volumes de pura ternura – só que não.

Bom entramos no meio de uma tarde na vida de Teru Chiaki o nosso Cão Vadio que nomeia o mangá (será?). Chiaki está no primeiro ano do Ensino Médio e assim como seu melhor amigo Kishiwa (o mais novo) fazem parte de um grupo de delinquentes que arrumam briga constantemente com os alunos de uma escola vizinha.

Kishiwa é o mais novo de dois irmãos (como lá no Japão apenas usam sobrenome, fica “o mais novo” e o “mais velho”). Ele começou recentemente a namorar uma garota chamada Kana e por isso anda deixando todo mundo de lado, inclusive Chiaki que comporta-se como se não ligasse a mínima, mas na verdade está quase à ponto de explodir com a história.

Para desanuviar a mente o Cachorro Vadio frequenta um prédio abandonado, seu esconderijo. O problema é que tem que dividir o lugar com outro sujeito que apareceu por lá e para evitarem uma briga constante acabam organizando os dias que cada um visitará o local.

Pouco importa para qualquer um dos dois quem é o outro, apenas querem o lugar para si mesmos e observar seus problemas “queimarem/serem enterrados ao pôr do sol”.

 

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acima os Kishiwa (esq. mais novo, dir. mais velho) e embaixo Miki e Teru

 

Miki Terayama é o melhor amigo do Kishiwa mais velho e tem vários problemas a serem resolvidos com este, inclusive estão no meio de uma discussão quando Teru acaba flagrando os dois. Ou seja Teru/Cão Vadio melhor amigo do Kishiwa mais novo (o da namorada) e Miki melhor amigo do Kishiwa mais velho, ok? Ok. Basicamente esses dois além de gostarem do mesmo esconderijo também tem em comum suas relações atribuladas com esses dois irmãos,  através deles é que Miki e Teru finalmente aprendem um pouco mais um sobre o outro e à partir daí eles vão se envolver em altas aventuras – e aliviar as suas tensões. Nham.

Bom, adorei as cenas cômicas, o traço, o roteiro inesperadamente natural e sexy entre outras mil. Acho que o terceiro volume deixa cair um pouco a peteca ao carregar demais na parte sentimental (eca), mas isso não demora muito felizmente.

 

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Particularmente gostei bastante de Kana, a namorada aparentemente meiga e frágil, que usa óculos e tudo mais, mas é uma perfeita vadia manipuladora. Também o fato de a autora saber brincar com os esteriótipos do gênero muito bem. Ninguém é perfeito em Dog Style.

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Bastante válido como leitura fast-food, diversão garantida crianças.