Castleville

Por | 23/01/2014 | Sem Comentários

Partindo da minha franca falta de experiência com jogos em geral (apenas consultar outros textos deste tema com minha assinatura) trouxe pra cá a aventura que foi experimentar jogar Castleville. Sim, eu vejo a graça.

Você certamente é usuário do Facebook, correto? Desta forma tenho certeza que já jogou, ou pelo menos recebeu convites de algum amigo chato e viciado para entrar em um dos inúmeros aplicativos de jogos.

Os aplicativos sociais foram criados há certo tempo com o objetivo de compartilhar informações entre usuários da internet de maneira fácil e rápida, e apesar de hoje existirem inúmeras possibilidades em sua utilização, os jogos ainda são os mais populares.

Os jogos  são produzidos e disponibilizados de forma opcional dentro das redes sociais (como Facebook e Orkut) por empresas especializadas. No caso de Castleville esta empresa é a Zynga, uma desenvolvedora de jogos sociais estadunidense com base em São Francisco e fundada em 2007.

A Zynga é hoje uma das empresas mais prósperas neste setor, e podemos dizer que seu crescimento e lucro acompanharam a evolução dos aplicativos até o que se tornaram hoje. Claro que a facilidade de consumo dos celulares que possuem sistemas como Android e Apple iOS ajudaram a espalhar os aplicativos de jogos tanto quanto a popularização das redes sociais.

Zynga inclusive é a criadora do jogo Farmville de 2009, este que estourou no Facebook na mesma época, alcançando 10 milhões de jogadores diários apenas nas seis primeiras semanas.Isso apenas para esclarecer de onde vem o adorável Castleville, que é um filhote dos “Ville” predecessores e foi lançado pela empresa em novembro de 2011.

Apesar do principal continuar o mesmo, ainda existem diversos diferenciais em Castleville: por exemplo, logo no começo podemos customizar nosso avatar de maneira pormenorizada – quase como o antigo Buddy Poke do Orkut – antes de sermos apresentados ao jogo enquanto cumprimos as primeiras quests (ou missões).

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Para inicio de conversa adoro a arte – eu sei que não é perfeita em proporção nem na anatomia dos personagens, mas tudo é fofo e bonito. Em Castleville cada item é particular e enquanto construía a minha cidade me senti um tipo de design de interiores. Dá um orgulho besta ver tudo em ordem, sabe?A arte realmente é um diferencial no decorrer do jogo, uma das coisas que me cansaram em Cityville, por exemplo, foi à maneira desordenada e realmente “feia” que fica o território.

Gosto bastante da história também, esta evoca os desenho da Disney tendo ambientação medieval com seres encantados e temática voltada para a luta entre o bem e o mal. A tarefa é se livrar das “sombras” que dominam a maior parte do território em Castleville, estas foram espalhadas por Faugrimm que também domina inúmeras criaturas malvadas da natureza que dificultam a vida do jogador.  Conforme “livramos territórios das sombras” liberamos espaços para espalharmos itens e ganharmos pontuação.

Porém, além disso, existem também os personagens coadjuvantes que possuem suas próprias quests e que vão aparecendo à medida que conquistamos territórios maiores. Estes são NPC (non-player characters) e não podendo ser controlados existem apenas para interagir com o jogador. Possuindo suas histórias próprias– geralmente cômicas – estes personagens têm uma grande atenção de detalhes, o que agrada bastante aos olhos e ajuda a renovar o interesse no jogo.

As pontuações são as mais variadas: para começar temos uma quantidade mínima de energia, e já que qualquer ação consome pontos, normalmente sua energia acaba antes de realizar a quantidade total de ações necessárias para cumprir as missões. É aí que entram os “vizinhos”ou seus amigos jogadores, estes podem lhe passar energia e outros itens necessários, o que é fundamental para o desenvolvimento do jogo.

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Porém, hoje existe a possibilidade de direcionar as requisições de itens apenas para alguns de seus amigos dentro do Facebook – no meu caso criei uma lista de amizade com o nome do jogo e adicionei pessoas aleatórias com grande pontuação da página oficial, quando aceitavam listava-os e restringi o envio de solicitações apenas para esta lista em que todos eram jogadores.

Entre as outras pontuações ainda existem as moedas (para compra de inúmeros itens no mercado); corações de reputação (ganhos ao se fazer ações dentro de reinos vizinhos), estrelas de experiência (a cada ação se acumulam até que o jogador avance de nível, o que gera energia); entre outros.

Existem sempre as opções de se pagar em dinheiro de verdade a fim de conquistar energia ou itens específicos, o que se torna uma tentação em alguns momentos ao ponto de muitos fazerem isto. Cuidado pessoal, por que o negócio vicia mesmo.

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Fora o objetivo principal, ainda existem as quests relâmpago (ou temporárias) que feralmente são temáticas (como na época do Carnaval), e trazem um mundo de itens: como roupas, objetos de decoração e prêmios variados. Lógico que o status dentro do jogo é grande motivador – você quer conquistar os itens para mostrar aos seus amigos como você é bonzão. Da mesma forma quanto mais complicada a missão, melhor a sensação de conquista ao finalizá-la.

Porém, acabei abandonando o jogo – não sem antes perder algumas horas de minha preciosa existência – justamente pela quantidade absurda de missões pendentes que se tornaram mais dor de cabeça do que entretenimento.