American Horror Story – Murder House

Por | 24/03/2014 | Sem Comentários

Série estadunidense de terror e suspense que tem como criadores e produtores Ryan Murphy e Brad Falchuk os mesmos de Nip/Tuck e Glee, e que atualmente possui três temporadas.

O encerramento da primeira temporada, posteriormente nomeada como “Murder House” deixou uma dúvida na mente de todos que a acompanharam, já que possui um final bastante fechado o que problematizaria uma continuação no próximo ano. Só após seu encerramento é que foi divulgado que a ideia dos criadores era de que AHS fosse uma antologia, sendo cada temporada como uma minissérie própria contendo história, personagens e ambientação únicos, iniciando-se e dando término a trama dentro dos episódios que a compõem.

American Horror Story - Connie Britton, Dylan McDermott and Taissa Farmiga

Família Harmon: Vivian, Ben e Violet.

Murder House foi televisionada em 2011 e conta a história da família Harmon formada por Ben (Dylan McDemott), sua esposa Vivian (Connie Britton) e a filha de ambos Violet (Taissa Formiga). Estes acabam de se mudar para um casarão recém restaurado em Los Angeles após eventos que ameaçaram separá-los, como uma forma de “começar de novo”.

Enquanto Ben e Vivian tentam resolver seus problemas evitando afetar a já conturbada adolescente Violet, ainda tem de lidar com a vizinha ex-residente do casarão Constance Langdon (Jessica Lange) e sua filha Addie (Jamie Brewer) que vive entrando no lugar sem autorização. Ainda para desequilibrar a convivência da família existe Tate, o adolescente com quem Ben faz sessões dentro de casa e que acaba se envolvendo com Violet. Tudo isso antes de os outros moradores do local darem as caras de verdade.

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Constance e Addie

Aqueles que estão mortos, claro.

Evitando dar spoilers quanto ao conteúdo da história devo dizer que fiquei bem decepcionada com esta primeira temporada se levar em consideração todo o murmúrio em volta da mesma. Inicialmente envolvente a trama cai bastante a partir do terceiro episódio, e conseguiu meu afastamento total com a segunda parte do episódio que possui o feriado de Halloween como “desculpa para os mortos voltarem”.

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o divertido Larry

Como pontos positivos existem a ambientação com cenários interessantes, a edição e trilha sonora que realmente ajudam na trama, assim como a atuação que tem como destaques óbvios Jessica Lange e Taissa Formiga, sendo que enquanto a primeira tendia para algo caricatural que de tão bem feito irrita, a segunda já possui uma atuação natural que resultou em fluência para a história de forma geral. Também gostei do personagem Larry vivido por Denis O´Hare de tal forma que o encontro muito mais interessante que o baboso Tate (Evan Peters), cheio de chororô e espasmos de violência birrenta, assim como a mal-aproveitada empregada Moira.

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Tate em um dia bom

Por outro lado, o roteiro desta temporada é um emaranhado de outras histórias muito melhores, que foram costuradas uma do lado da outra sem a preocupação honesta de passar alguma credibilidade. Aqui o negócio é gratuito, mas não satisfatório o que para mim já faz perder a graça. Como exemplo posso citar o tal primeiro morador, o médico que abortava as crianças no porão: que sem graça sua composição! E tinha tudo de promissor! O homem é pisado (e ainda mais) por aquela esposinha irritante e nenhuma motivação ou profundidade foi dado nem ao personagem nem ao seu trabalho digamos “inovador”.

Não há uma ordem no roteiro e os personagens ficam ali fazendo coisas estúpidas e sem sentido nenhum, como o episódio 9 que conta a história da Dália Negra e foi completamente costurado como “enchedor de lingüiça”. E o que dizer do estereotipado Chad Warwick (Zachary Quinto)? Que morreu sem saber por que até hoje? E a médium sem utilidade Billie Dean? Só pra falar que veio?

Fora a confusão de onde está cada morto em uma superlotação pior que metrô na hora do rush. E o final? Posso dizer honestamente que passei a encarar tudo com o tom de humor e dei boas risadas – interrompidas apenas durante o chatíssimo monólogo no cabeleireiro do episódio final – que continuaram até os créditos subirem.

Descobri que existe uma veia de humor negro mesmo dentro da história (afinal os caras criaram Nip/Tuk), mas a miscelânea ainda não se justifica em minha opinião já que o contraponto entre o melodrama chatíssimo do casal Ben e Vivian (que durou todos os episódios até ser magicamente resolvido) não consegue ser diluído tão facilmente pelo humor provindo do absurdo explícito de seu encerramento.

Isso dito, que venha American Horror Story: Asylum. Dizem que é melhor, logo descobriremos.