ALL YOU NEED IS KILL

Por | 04/04/2014 | Sem Comentários

Adaptação do romance de mesmo nome lançado em 2004 pelo autor japonês Hiroshi Sakurazaka, ele ao lado de Takeuchi Ryousuke (criadores de Saitama Chainsaw Shoujo e St&rs) são os autores desse mangá que é ilustrador por Takeshi Obata, que não para de participar de projetos de sucesso como Death Note e Bakuman.

All You Need is Kill se passa num futuro próximo onde a Terra está sob ataque de criaturas chamadas de MIMICS, são bolas negras com uma abertura que aparentemente seria a boca/olhos/nariz, e possuem a habilidade de criarem estalactites, sendo o principal ataque seja de perto ou lançando-as à distância – me lembraram um pouco uma espécie de Beholder.

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Kiriya Keiji é um recruta das Forças da União de Defesa localizada na península de Bousou na base FLOR. O Japão é a única capaz de criar complexas armaduras de batalha blindadas já que os demais continentes já se tornaram ninhos para os MIMICS.

A história começa com Keiji sonhando perdendo o braço e em seguida morrendo no campo de batalha. Era um sonho mesmo? Não! Isso mesmo, a grande trama desse mangá é o loop eterno que ele está “preso”. Funciona da seguinte maneira: Após morrer, acorda sempre um dia antes de ir pela primeira vez na prática para combate, as mesmas coisas se repetem, tudo mesmo a não ser que ele faça algo diferente que interfira. Ele só percebe que está dentro dessa viagem à partir da segunda vez em que morre e isso acontece muitas vezes.

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Depois de perceber que está em um loop infinito mesmo se suicidando, a única maneira é se manter vivo para não voltar no tempo, então resolve praticar o treinamento Kikioboeru, um antigo ditado samurai que significa ”Derrube seu inimigo e aprenda”, indicado pelo seu sargento Bartolomeu Ferrel. Isso é perfeito para Keiji já que se lembra de tudo que aconteceu nas vidas anteriores e por isso consegue adquirir novas experiências de batalha toda vez que volta.

Outra personagem importante é Rita Vatraski, também chamada com muito respeito de vadia de ferro. Essa faz parte da equipe americana, melhor soldado que existe entre homens e mulheres, é a única que usa uma armadura cor vermelha (sangue?) e um machado enorme que pesa 200 quilos.

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Sobre a armadura, ela tem uma unidade de memória externa que grava tudo o que está acontecendo que serve para treinar novos recrutas, possui um sistema de equilíbrio que ajuda a se movimentar dentro dela. Na parte ofensiva, os soldados carregam uma metralhadora 20mm, um lançador de foguetes, algumas granadas, mas pra quem quiser se aventurar no corpo-a-corpo tem a opção de usar um bate-estacas (algo parecido com uma britadeira menor que possui uma estaca de carbeto de tungstênio), porém só pode ser usado vinte vezes.

Para quem conhece seus trabalhos, é quase impossível não reconhecer o traço de Takeshi Obata que continua surpreendendo, porém vejo que poderia criar novos personagens que não parecessem tanto com seus projetos anteriores, isso se mantendo em seu estilo.

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Na parte do roteiro, está muito agradável de se ler, num ritmo rápido sem ficar repetindo os acontecimentos dos loops. Até agora, o mangá está em seu décimo capítulo e já foi revelado muitas coisas que achei que seria criado um suspense que se estenderia por mais tempo, não acredito que venha a ter muitos capítulos se comparado com outros shonens, ainda mais se forem seguir o livro.

Está previsto para maio desse ano a estreia da adaptação para o cinema estrelado por Tom Cruise (Bill Cage / Keiji) e Emily Blunt (Rita Vatraski) que terá a direção de Doug Liman (Sr. e Sra. Smith 2007 e Identidade Bourne 2005). O título original será Edge of Tomorrow (No Limite do Amanhã), e assim que assistir eu escreverei a respeito.

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