5 jogos criados na SPJAM

Por | 05/02/2014 | Sem Comentários

SPJAM é um concurso onde as equipes inscritas tem 48 horas para criar um jogo, seja analógico ou digital. Estarei comentando brevemente sobre cinco jogos que foram criados em eventos passados.

 

Hugo Was Alone (equipe BHJammers)

002

Você está numa dungeon (caverna), e é avisado por um misterioso fogo mágico que foi deixado lá sozinho por seus amigos e terá que sobreviver durante 48 horas (referência ao tempo da SPJAM), e passará por frustração, fome e solidão. Esse foi o recurso narrativo usado para introduzir você a história e aos comandos.

As 48 horas podem ser reduzidas em quinze sala com desafios, em cada uma existem versões de seu personagem em diferente situações, por exemplo como morto-vivo, boneco vudu, demônio… E o modo de matá-los é usando o único golpe que possui, uma espécie de bola de fogo, assim que mata todos na sala abre-se uma porta para próxima sala e assim por diante.

Escolhi esse jogo pelo comando fácil, na parte de movimento ele segue o estilo padrão (as teclas A,D,S e W) e para disparar a “bola de fogo” usa-se as setas do direcional. Ambas funções fluem facilmente, sem demora e sem um “torque” brusco.

http://gamejolt.com/games/action/hugo-was-alone/17441/

 

Uga Buga Cajuzinho (equipe Power Rangers Team)

005

Nesse jogo você controla uma espécie de um limão de moicano (lemonhawk?), usando uma lança como arma, ele precisa correr contra o tempo para fazer uma oferenda ao Deus Tho-Tao. Eu escolhi falar desse jogo por causa de seu visual que chama bastante atenção. A arte conceitual está muito bonita e bem trabalhada (me lembrou em alguns momentos “Limbo”), mas com colorido (abusando do verde e amarelo) e sem o tom mórbido.

Acho até que perderam muito tempo na arte se preocupando pouco com o game design. De fundo uma trilha ao estilo ao estilo Patapon (jogo em que você tem a missão de guiar uma tribo através de batidas/música) dá um ambiente mais tenso, desesperador e tribalístico. Ainda sobre o visual, o que parece ser o próprio Tho-Tao no “papel” do Sol no fundo do cenário, acompanha você por toda a tela – é uma forma de apressar mais o jogador contra o tempo.

 

The Lumberjack and the Fox (equipe 4Ever_ALONE)

003

Nesse jogo já é o contrário do comentado anteriormente, mesmo sabendo do curto prazo para finalizar, não tem nada de ousado ou original no que diz respeito ao game designer, mas conseguiram proporcionar uma dificuldade interessante em quatro capítulos.

Entre um capítulo e outro acontecem diálogos que vão te explicando melhor a história.

Você é um jovem lenhador (lógico que possui um machado) que adota um lobo como parte da família criando-o desde infância, e o laço de confiança entre os dois pode ser quebrado quando uma “semente da discórdia” é plantada em você, mas pra que isso não aconteça você vai atrás daqueles que precisa para resolver esse “assunto” (lógico que com o machado em riste).

É um jogo de plataforma 2D, mas também destacaria a animação feita em 3D no final do jogo contando o que ocorre com os personagens da história. Nota-se o empenho e que foi feita por pessoas que sabem o que estão fazendo, por isso já vale o jogo.

 

Aventuras de TES (equipe dbossgames)

001

Tudo se passa dentro da cabeça de TES, ou seja da sua, um robô cabeçudo de cor preta e amarela assim como o cenário. Basicamente se trata de um jogo de inversão de gravidade, sendo que cada tela te obriga a desvendar um “puzzle” para alcançar a próxima. Sim, ele acaba lembrando PORTAL (jogo de enigmas que devem ser solucionados ao teletransportar o(a) personagem de um lugar para o outro usando uma arma) mas só na proposta porque na execução e simplicidade já é outra coisa.

Sobre a inversão de gravidade, ir do chão para o teto, do teto pra chão e continuar andando é algo que exploraram muito bem e ainda com a possibilidade de mudar no meio do caminho, fazendo com que o jogo não fique tão “robótico” e mais interativo, possibilitando uma dinâmica mais agradável para quem joga, porém tem muitos bugs a serem corrigidos.

Esses bugs entre outras coisas serão vistos na segunda fase do desenvolvimento do jogo que  começou a ser feito há pouco tempo.

http://dl.dropboxusercontent.com/u/18951105/SPJam2013_TesWEB.html

 

SUS: The Game – Brazilian Hospital Simulator

004

Na verdade esse jogo foi produzido em outro evento chamado Ludum Dare, a única diferença é que o prazo é de 72 horas. Criado pelos primos Luiz Alojziak e Ricardo Bencsz, esse último foi responsável pelas animações 2D de TOREN, um game brasileiro inspirado em Zelda que tive o prazer de ver sua primeira versão no 1° Festival Games Brasil.

Mas sobre o jogo em questão, trata-se de uma grande crítica ao atendimento dos hospitais públicos do nosso país, assim como em The Day the Laughter Stopped (http://teletilica.com.br/the-day-the-laughter-stopped/), lógico que cada um dentro da sua proposta. Você é colocado em uma sua situação para sentir quase que na pele tal  sensação de humilhação e falta de respeito, na minha opinião conseguiram o resultado e por isso está nessa lista.

Começamos dentro do hospital, no corredor já nos é mostrado uma condição comum nesse ambiente, uma fila gigantesca, filas e mais filas em 8 bits, mais adiante você chega até o guichê onde pega sua senha – no telão mostra o número 50 enquanto sua senha é a 513. Depois disso aja paciência… Enquanto isso uma pequena animação é feita mostrando as atendentes navegando nas redes sociais e quando sua vez chega, se vira pra encontrar um médico pelos andares do hospital que esteja desocupado e lhe atenda antes que a barra de sua vida chegue ao fim, e SE conseguir achar (sim , é possível) é que vem a maior das críticas.

http://www.kongregate.com/games/rickswah/sus-the-game-brazilian-hospital-simulator